domingo, 12 de junho de 2011

Pasta para o dia dos namorados



Muitas expectativas pairam no ar para o dia dos namorados: romantismo, surpresas, presentes...Será que cabe tudo isso em um dia só sem muito planejamento? Como fazer qualquer coisa fora de casa pode se transformar em uma maratona frustante nesse dia não quisemos arriscar mais uma vez esse ano. Mas deixar passar em branco também não estava em nossos planos, seria o triunfo da rotina no casamento!

Então escolhemos assistir um filme muito cute e fazer um almocinho bem saboroso e prático para sobrar tempo para namorar, afinal não é a coisa mais importante a se fazer nesse dia?! O prato foi uma criação minha especificamente para a data. Fiz uma espécie de molho bolonhesa com tomate pelati e um lagarto desfiado que foi preparado de véspera, ao  invés da carne moída. O molho foi previamente precessado em liquidificador e depois refogado em azeite, alho, manjericão fresco e azeitonas pretas. Para acompanhar um bom vinho tinto, ou melhor, um bom suco de uva integral, já que o saca rolhas resolveu nos deixar na mão dessa vez e a sabragem e outras técnicas mais rudimentares também fallharam. Se ao menos tivéssemos escolhido um espumante teria sido mais fácil! Mas o prato ficou tão caprichado, já estava rolando um clima tão gostoso que não nos aborrecemos em nada com isso... Só  para não ficar faltando nada mesmo meu amor resolveu fazer uma surpresa e comprou outro saca rolhas e, sendo assim, o vinho está salvo para o dia dos namorados que só acaba à meia-noite!

Tenho alguns videos, que selecionei especificamente para celebrar essa data tão linda do nosso calendário, que gostaria muito de compartilhar, mas infelizmente, estou tendo problemas técnicos com a internet. Prometo que irei postá-los em nova em nova oportunidade. Dessa forma, só me resta dizer uma coisa: F-e-l-i-z  d-i-a  d-o-s   n-a-m-o-r-a-d-o-s ! ! !

domingo, 22 de maio de 2011

Pipoca x Romance

Depois de tantas pipocas hi tech de microondas resolvi voltar no túnel do tempo e ir para o fogão estourar aquele milho de saquinho assim como antigamente e fazer uma pipoca digna dos carrinhos de rua. A estória foi divertida porque eu não tinha mais a noção da quantidade de milho e acabei estourando pipoca pela cozinha inteira. Apesar da bagunça consegui dar um ar gourmet legal com um toque de azeite de oliva e uma pitada de sal com ervas. Ficou realmente divina para acompanhar o filme Romance que tem como pano de fundo a sofrida estória de amor de Tristão e Isolda.  O filme de Guel Arraes mescla romance, uma pitada de comédia  outra de drama, cenas de teatro e até cordel (muito lindo por sinal). Vale  a pena conferir!

 

 
 
 

domingo, 15 de maio de 2011

Para compartilhar



Com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram:
 vamos ficando sozinhos uns dos outros. 

                                                                                                   Mário Quintana



O tempo nos deixa mais solitários, vamos ficando mais seletivos ao ponto de nos esquivarmos da convivência. Quando se é criança, estar junto é ter alguém com quem dividir as brincadeiras e as risadas. Adulto é mais complicado, tem que ter o que mostrar, não pode aparentar sinais do tempo, afinal podemos ser tachados de decadentes.


Aqueles primos que se amontoavam em uma casa de praia todo verão e se divertiam sem dificuldade hoje não se vêem mais. Cada um seguiu seu rumo (de sucesso) e daquela convivência gostosa só restou notícias esporádicas de suas conquistas mirabolantes. O ciclo se reinicia e me pergunto o que acontecerá com os primos desta nova geração que hoje se reúnem para comemorar os tão sonhados e mágicos aniversários das suas infâncias. Será que irão se mobilizar para estarem juntos nestas datas quando forem adultos, ou até um telefonema será algo remoto e sem sentido?...


O tempo afasta umas coisas e aproxima outras, mas tenho a impressão de que os encontros vão se tornando mais rasos e mais condicionados. Se a casa não está impecável os amigos não são convidados para não fracassar a performance de anfitriã(o) perfeita(o). Mas se a casa está impecável achamos melhor desfrutar deste estado de graça sozinhos ao invés de nos disponibilizarmos ao caos temporário da convivência. Afinal para que enfurecer o mar de tranquilidade e segurança de nossa zona de conforto estável?
A proposta desse almoço é resgatar os encontros despretensiosos e despidos de todo glamour. Cardápio simples: lagarto recheado, escondidinho de carne, acompanhados de arroz branco e vinagrete de rabanete. Comida gostosa, feita com amor para alimentar a alma. Estão servidos?

domingo, 8 de maio de 2011

Frango Tandoori



Em homenagem ao dia de hoje escolhi um prato que tem sabor de comida de mãe, cheirosa dessas que enchem todo o ambiente. Além disso é uma receita super prática para as mães modernas que não tem muito tempo para estarem na cozinha. Descobri os cortes de frango coxa e sobre coxa já desossados e tenho gostado muito do resultado, visto que é a carne é mais suculenta que a do peito. Eu retiro toda a pele antes de temperar, assim fica mais saudável. O tempero Tandori é uma mistura indiana famosa composta de alho, coentro, feno grego, mostarda, cominho, gengibre, pimenta calabresa, canela, erva doce, casca de laranja, colorífico, páprica doce e anato usada principalmente para temperar frango mesmo que eu compro na Bombay (www.bombayfoodservice.com.br). Geralmente é adicionada em iogurte mas eu substituo-o por azeite extra virgem. Tempero o frango de véspera acrescentando sal a gosto. Depois asso em assadeira coberta com papel alumínio por aproximadamente 30 minutos. A mistura tem uma cor bem vibrante e o aspecto do frango fica ótimo, além do sabor qué é realmente maravilhoso! Eu estou com a embalagem da mistura aqui do meu lado para conferir os ingredientes e estou salivando só de sentir o seu aroma.

Completo a homenagem às mães com o poema Para Sempre do querido Drummond de Andrade, conterrâneo das nossas Minas Gerais e também farmacêutico.


Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho


domingo, 1 de maio de 2011

Arroz vermelho com linguicinha bêbada


Essa receita é super prática e muito saborosa. Comprei o arroz vermelho do Atelier Namorado e fiz a receita da embalagem assinada pelo chef Olivier Anquier. Deu super certo e ficou irressístível. Tive dificuldade apenas no tempo e na quantidade de água para cozimento. Da primeira vez que fiz coloquei 4 xícaras de água para 1 xícara do arroz e cozinhei por 20 minutos na panela de pressão. Ficou duro e a  água não secou toda, então resolvi cozinhar por mais 20 minutos sem acrescentar mais água. Após esse tempo, parte do arroz ficou em ponto al dente perfeito,  mas boa parte queimou no fundo. Resolvi repetir a receita colocando dois copos a mais de água e cozinhando sem abrir a panela por 40 minutos direto. Quando destampei a água já havia secado praticamente toda e o arroz ficou com uma consistência de risoto cremoso, muito bom. Mas para obter grãos mais soltos acho que na terceira tentativa utilizaria 5 xícaras de água para cada xícara de arroz e cozinharia por 30 minutos apenas. De qualquer forma, publicarei novas experiências com essa receita quando tentar novamente. Eu rebatizei o prato, chamado originalmente de Arroz Vermelho com Linguiça da Roça, porque a receita leva um cálice de cachaça. Várias receitas dessa linha de grãos especiais do Ateliê Namorado estão disponíveis no site http://www.atelienamorado.com.br/.

E agora um pouco de poesia e abstração...



Tudo que faço ou medito
Fica sempre na metade,
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

[...]

Um mar onde bóiam lentos,
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.

Fernando Pessoa


Amo essa frase de Fernando Pessoa:
"Querendo, quero o infinito" mas no fundo acho que ...

A gente se poupa para se preservar,
É bem mais difícil se jogar.
Seremos considerados loucos.
Melhor então será morrer aos poucos?!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pasta 7 cores

Esse final de semana estou comemorando bodas de 5 anos de casamento e escolhi essa pasta bem colorida, cheia de aromas e sabores diferentes. Todas as cores são naturais obtidas através dos ingredientes tomate, espinafre, acelga vermelha, açafrão, funghi, tinta de lula e natural. Escolhi utilizar um molho pesto de boa qualidade comprado pronto para não ter que gastar muito tempo na cozinha em uma data tão especial, mas ao mesmo tempo conseguir dar um toque pessoal preparando o prato em casa.



O romantismo ficou por conta da música "Te Amo" do novo CD "Bicicleta, Bolos e Outras Alegrias" da Vanessa da Mata que escolhi especialmente para essa data. Outra trilha selecionada foi a "Tema de Amor de Cinema Paradiso" de Ennio Morricone. Aproveitamos também para rever esse belíssimo filme italiano de Giuseppe Tornatore produzido em 1988 (e já se foram 23 anos!).




Amei esse clipe da música Te Amo dirigido por Wagner Moura, que como ele mesmo disse  traz a "presença luxuosa" de Ronaldo Fraga e resgata a atriz e bailarina Marilena Ansaldi. É simplesmente encantador, sugiro que assistam também o Making Of para se envolverem mais com a sua proposta.





 Para finalizar, proponho rever uma cena inesquecível do filme Cinema Paradiso: 
Alfredo, é belissímo!!!

domingo, 17 de abril de 2011

Filé de abadejo a moda da casa


É bom começar me desculpando pela apresentação pouco cuidadosa do prato, mas resolvi fazê-lo em um dia que dispunha de pouco tempo justamente pela sua praticidade. Dessa forma, apesar de ter ficado uma delícia, não ficou nada fotogênico. Esse peixe a moda da casa foi elaborado inspirado em outros pratos que provei em momentos diferentes da minha vida.
Primeiro: a escolha do peixe. Eu e meu marido comemos na praia de Gamboa na Bahia uma moqueca de abadejo inesquecível. Ele não curte muito peixe por causa dos espinhos, então acabou adorando essa opção.  O tiozinho da barraca era um amor e repetia inúmeras vezes que o preço dele era mais caro porque o peixe que ele utilizava era abadejo mesmo. 
Segundo: a escolha dos ingredientes. Em outra ocasião comemos aqui em Brasília um prato típico do Mato Grosso chamado mojica de pintado que também apreciamos muito. O prato é basicamente um refogado do peixe com pedaços de mandioca cozida. Eu tenho um livro de culinária regional que tem a receita original. Como o peixe que ia fazer não era o pintado preferi reservá-la para outra ocasião, mas aproveitei que tinha mandioca cozida e acrescentei na minha moqueca. Usei ainda cebola roxa, alho, pimentões vermelho e amarelo, tomate cereja,  azeite de dendê e leite de coco.
Para dar um toque especial acrescentei uma pitada de garam masala e temperei o peixe com um sal aromático que virou febre aqui em casa. Há algum tempo descobri um sal rosa que é extraído das rochas do Himalaya, de regiões onde há milhares de anos existiu mar. Fiquei fascinada com o produto mas o preço estava literalmente muito salgado aqui em Brasília. Em viagem a São Paulo descobri outras opções de sal como esse da foto que o Citrus Salt (A zest of lemon) da Smart Spice que é importado da África do Sul. Esse sal é moído na hora e vem aromatizado com raspas de laranja e de lima e sementes de funcho. É muito bacana para temperar salada, além do charme do ritual de moer o sal na hora, exala um aroma muito gostoso. Acabei encontrando o sal rosa por um preço mais acessível e comprei também só que ainda não utilizei. Tinha também disponível  a flor do sal, que é a primeira extração da salina, ou seja, um sal mais puro que o sal tradicional. 
Mas voltando a inspiração da moqueca...
Terceiro: o modo de fazer. Fiz da forma como lembrava que minha mãe fazia moqueca, mas como faz um tempão que vi ela fazendo acho que acabei não sendo fiel e inventando uma forma diferente, mas também não tem muito segredo não. O melhor de tudo é que o prato recebeu nota máxima do meu amor. Depois de muita insistência para saber se ele tinha certeza que era nota 10 ele acabou abaixando para 9,5  que, ainda sim, é uma nota para se comemorar. Apesar dele ser suspeito para falar achei que o feito era digno de nota!  Para aqueles que não comem carne na sexta feira santa e pretendem ir para a cozinha está dada a dica. 





E para alimentar a alma, toda a sensibilidade de Wagner Moura
recitando um texto de Clarice Lispector: é lindo d+!